Completavas o teu 28 aniversário, estávamos afastados á algum tempo, mas recebi o teu convite para um pequeno jantar de amigos no Bairro Alto. Confesso que estava nervoso, tenso, pois não sabia como te iria encontrar, sabia que os sentimentos, os meus estavam cá, os teus perguntava-me se sim!
O jantar correu normalmente, e a tensão entre nós começou a crescer, era-me claro agora que apesar do afastamento, tudo se mantinha igual, vagueamos pelas ruas do Bairro, num grupo super animado, sentia te leve e num momento de felicidade! Fomos ao F., e lembro-me de ter sentido medo que acabasses envolvida com algum dos homens que te segredavam coisas ao ouvido, foi primeira vez que jogamos esse jogo do "dou bola mas é contigo", jogamo-lo tantas vezes depois dessa noite. Assisti-a ao teu deambular dengoso pela sala, linda, bem bebida e deslumbrante! Lembro-me que gostavas que toma-se conta de ti quando estavas assim, tocada pelo alcool, quando soltas a Lady C. que vive dentro de ti, mas que só por vezes é liberta, nem sempre sob o efeito desses liquidos, que nos ajudam a libertar. E sim eu gostava de tomar conta de ti nessas alturas, inclusivé pegar-te pela mão. Finalmente paras-te em mim, e gestualmente com a linguagem da tua face, disseste, quero ser tua, continuo a ser tua! Pedi que o verbalizasses e quase automaticamente, disseste “tenho saudades tuas". Beijamo-nos e seguimos nos beijando, tentando ridiculamente esconder dos outros o que fazíamos. É claro que um pequeno pilar cor de rosa não foi suficiente!
Um dos que te segredou ao ouvido, no fim da noite perguntou-te, "É o teu namorado?".....
Se não era, naquela noite voltei a ser
Amo-te para onde o destino te levar
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