Acordo cedo num domingo solarengo, algo me puxa para sair da cama, deite-me tarde, para o cansaço surgir e me fizesse ter um dormir, sem interrupções. Mas algo me diz que tenho que sair da cama, que tenho que ir para a rua, estranho porque não tenho porque o fazer, nada tenho combinado, e não vejo motivos porque o fazer.
Deixei-me vencer pelo apelo que a rua, naquela manha de domingo me fazia.
Comecei a andar sem destino, andava e pensava em nós! Pensava nas saudades, nas questões, nos porquês, mas não consegui encontrar respostas!
Passei, á porta de uma igreja, sabes que não sou católico, e nada crente em deus ou algo semelhante, acredito que há uma forca natural, que coordena tudo este mundo, mas apenas isso, não É ela que por exemplo define os nossos destinos, esses são definidos por nós, com as nossas atitudes e opções!
No entanto e apesar da minha não crença, entrei! Entrei não sabendo muito bem porque o fazia, mas a calma que encontrei na ultima fila da igreja de Santiago, durante as duas horas e trinta minutos que lá estive dentro, fez-me encontrar as respostas que procurava, e que as emoções que fervilhavam diariamente não me permitiam encontrar.
Durante aqueles cerca de cento e cinquenta minutos, revivi como um espectador cada dia, cada momento, cada detalhe, cada ponto de vista da nossa relação, revi tudo o que me foi dito por ti, pela F. e por todas as pessoas que estavam a acompanhar de perto com tristeza o fim da nossa!
Foi naquela manha e naquele local que finalmente entendi, foi ali, que finalmente te consegui deixar partir em paz, mesmo tendo ficado dilacerado de grande parte de mim.
Voltei para casa com mais certeza, que apesar da magoa que me ficou, que irei-te
amar para onde o destino te levar!
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