Lembro que seria talvez a segunda vez que ia a tua casa, ainda com a emoção fresca, e com o frio na barriga de não saber muito bem o que iria encontrar! Toquei e recebeste-me, pedindo que fechasses os olhos, desconfiado acedi. Guiaste-me até á tua sala, onde me fizeste parar ainda de olhos fechados! Lentamente abri-os e vi no chão, sobre o fundo de um grande "centro" encarnado, duas almofadas, uma preta e uma branca, acompanhadas por uma grande e resistente flor, cujo nome nunca soube! Fiquei por breves instantes sem palavras, e perguntas-te com uma voz que depois com o tempo aprendi a reconhecer, como sendo uma voz que procura esconder alguma ansiedade, mas uma ansiedade boa, se assim se pode chamar. "Gostas-te?" Voltei a olhar para ti, ainda sem palavras, e acabamos aquele momento com um longo e demorado beijo!
Três anos mais tarde foste a minha casa, e no meu quarto, viste a mesma flor, que me deste naquele dia, muito mais seca, muito menos brilhante que naquela noite, e perguntas-te surpreendida, "ainda a tens?" Respondi-te sim, claro que sim, não era suposto guardar? "Sim, mas já foi á tanto tempo!"
Nunca te cheguei a dizer que era aquela flor que eu dizia bom dia, em todas as manhas que não acordava ao teu lado!
Passei a amar-te a rosa paixão,
Passei a amar-te para onde o destino te levar
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