Estavas num momento muito depressivo e negativo da tua vida, muitas dúvidas profissionais existiam, muitas incertezas, a possibilidade de saíres do país. O medo que o fizesses, apavorava-me, nunca te disse, digo-te agora, nessa altura desinvesti, tinha medo que chegasses um dia e dissesses que ia partir para bem longe, deixando-me de rastos, por isso preparei-me para essa possibilidade. No entanto queria que mesmo que isso acontecesse que levasses uma marca minha. Sabia que gostavas de animais, principalmente de gatos! Mas não desgostavas da ideia de ter um cão!
Numa 6feira final de tarde na companhia da I. C., uma das grandes responsáveis pelo derradeiro passo, fui até a um canil dos arredores de Lisboa. Lá chegados, estive quase para desistir, e depois de três voltas, ao local, na terceira passagem, aquele menino fez um olhar que me convenceu!
Preenchia os critérios que tinha posto, com aquele olhar não tinha, como tu não gostares.
Liguei-te estavas no café, surpreendemos-te quando chegamos com ele pelos braços, o teu ar meio assustado, meio incrédulo no que estava a acontecer, ficou-me para sempre na memória. Deixei-te com ele nos braços e fui me embora, dizendo é teu.
Já não podias dizer não! Também tu ficaste com o coração conquistado. Deste-lhe nome, baptizaste-o, com o nome que escolheste.
Há noite, quando cheguei já a relação estava estabelecida, hoje quero acreditar que é o teu fiel companheiro das boas e más horas, e para sempre uma marca minha na tua vida.
Amo-te para onde o destino te levar
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