Prefácio

Meu Amigo,

Quando me convidaste para fazer o prefácio do teu livro, fui confrontada com um misto de sentimentos. Primeiro pelo sentido de responsabilidade que esta tarefa me confere e segundo pela alegria de escrever estas linhas sobre a tua obra.

A primeira dúvida: Como vou escrever um prefácio? Eu que nunca escrevi nada. Depois de reflectir sobre o assunto não foi assim tão difícil como pensava. O difícil foi exprimir em palavras o que senti ao ler as tuas frases.

Comecei por fazer uma pesquisa. A maior parte dos prefácios falam do autor e da história que o livro vai contar, e eu para começar vou falar de ti.

Já nem me lembro quando os nossos caminhos se cruzaram. Já lá vão uns aninhos. Tu tens o dom de cultivar amizades, umas boas, outras nem por isso (a vida ensinou-te que não podemos confiar demasiado), e só te sentes feliz quando todos á tua volta também estão. Homem com H grande, de bom coração, por vezes um pouco sonhador, mas de bom coração. Mas não é a história da nossa amizade que mais interessa agora, mas sim as tuas palavras que acabei de ler. Mais do que lê-lo, senti-o e tenho a certeza que quem o ler terá a mesma sensação que eu. Li-as com muita atenção, carinho e … adorei! Sempre achei que tinhas uma veia de escritor e não me enganei.

Amor: sentimento que induz aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atracção; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa. Esta é a definição que vem no dicionário mas, na vida real não é bem assim que acontece. Por vezes o amor não é correspondido ou simplesmente…. acaba. Neste caso é o amor da mulher que chega ao fim, ou talvez……o amor que fica adiado.. Este é um diário sobre um amor eterno, um amor que deixou marcas, tal como a marca da tatuagem deixada na tua pele. Um Amor que ao terminar semeia o receio de caminhar sozinho.

Sou tua amiga e, por isso, suspeita. Não tenho dúvida que escreverás outras coisas, talvez com outro conjunto de palavras, mas arrisco dizer que não escreverás palavras que te digam tanto.

Porque, amigo, as coisas mais importantes da vida não são apenas as que ficam no coração, mas também as que vêm do coração.

Correram-me lágrimas pela cara

Correram-me lágrimas pela cara
Quando senti deixar-te para trás, quando revi, quando senti! Correram-me lágrimas pela cara quando pensei, lembrei, quando percebi que perdi, quando voltei a nascer, a sorrir!

Correm-me lágrimas pela cara, pelo esforço diário para não te fazer emergir! Pelas recordações que tento não recordar!

Já ouvi dizer que há quem morra de saudade! É assim que me sinto! A morrer hora após hora "day after day"! Pergunto-me como é que será hoje  a rua onde passeávamos?

Na rua onde passeávamos, hoje já não brincam os mesmos meninos, já não sorriem os mesmos sorrisos, já não namoram os mesmos namorados. Na rua onde passeávamos de mão dada, já não existem os mesmos velhotes, já não se alimentam os mesmos pombos. Na rua onde passeávamos de mão dada e de sorriso alegre, já não passeamos mais, o conjunto das mãos já não é o mesmo, os sorrisos já não são os mesmos. A rua onde passeávamos de mão dada e sorriso alegre, até ela já não é a mesma, a tristeza e a solidão invadiram-na, já não tem meninos a brincar, velhotes a matar o tempo, namorados que trocam juras de amor eterno.
A rua onde passeávamos de mão dada e de sorriso alegre, é a rua que nos fez sonhar que eternamente iríamos ficar. A rua onde passeio agora sozinho, é a rua que agora me faz sofrer.


Dizem-me que sofrer por amor é opcional! Não posso concordar, ninguém escolhe sofrer, assim como ninguém escolhe que ama!
Ama e pronto, sem saber muito bem explicar porque que ama!
E o amor é físico ou é intelectual? Ou ambos? Na juventude certamente mais físico, depois a maturidade talvez nos faça dar valor a outras coisas no amor!
Aprende-se a amar?
Acho que sim! Se bem que eu nunca aprendi a amar alguém! Ou se calhar sim, se calhar a evolução de atracção física para o amor intelectual tenham sido aprendizagens!
3 meses ja se passaram, penso nisto tudo enquanto passo a mão pelo leito onde faltas tu!
Enquanto te amo para onde o destino te levar!


Basco quando me apaixono

Caminho pela areia molhada,
molhada  pela chuva de tarde de inverno!
A praia deserta, lembra-me a deserta cidade,
quando dorme em noite de domingo.
Calma, cansada, desgastada,
pelo barulho de um bem bebido fim de semana.

Descalço-me para a sentir melhor!
Mas torna-me mais pesado.
Carrego o peso do corpo e da alma,
E esse peso, o da alma,
Pesa muito mais.

O deus mar, continua na sua missão de levar e trazer.
No entanto, sou Basco quando me apaixono,
Por isso, por mais que leve e traga
È para sempre!

Amo-te para onde o destino te levar

Um dia responderam-me...

"Maridinho,

Estamos numa fase da vida tão diferente que para mim o amor é descrito de outra forma.
Podemos encontrar a amizade, o companheirismo...nos amigos, mas tê-lo na pessoa que realmente gostamos ou amamos...o sabor é bem diferente. A tesão é realmente importante, mas acho que é isso, a tesão ou a paixão. para mim o amor é mais que tesão e paixão. É-o também, mas juntamente com o companheirismo e bla bla bla.

Talvez a minha opinião seja construída de acordo com o que os mais velhos dizem e também da minha experiencia...posso estar enganada mas neste momento é isso que penso. E a minha decisão amorosa foi tomada nesse sentido. Tive de optar entre quem atiça a chama mas que é um sentimento que dura pouco e passava mais tempo agoniada do que feliz ou por estar com quem tem como objectivo fazer-me feliz, porque me ama e porque acha que mereço ser feliz. De forma mais dura, optei entre quem me considera uma boa mulher para ir para a cama e uma boa mulher para constituir família, para ser a companheira....

Pergunto, será preferível amar de vez em quando ou será preferível amar e ser amada a cada minuto, mesmo que como menos intensidade? Será preferível ter 30 minutinhos de prazer e saber que só se volta a repetir 2/3 dias depois ou ir tendo prazer aos bocadinhos mesmo que seja um prazer diferente?

Eu optei pela segunda hipótese. Ás vezes pondero, pergunto-me se terá sido a melhor hipótese...não sei a resposta, mas quero acreditar que sim.

Reconheço que volta e meia tenho saudades de todo o fogo, não nego...mas pergunto-me se seria ser o suficiente para mim. Eu particularmente preciso de muita atenção, e com certeza não seria o suficiente.

Os amigos preenchem sim e dão-nos tudo o que disseste, mas também têm as suas vidas e nem sempre têm tempo ou disponibilidade para partilhar contigo, por mais que adorassem faze-lo.
Beijinho grande
Amo-a para onde o destino te levar"

um dia perguntaram-me e eu respondi...

O amor é algo único para cada pessoa, poderei te descrever como sinto o amor!

Em primeiro lugar digam o que disserem para mim no amor tem que existir desejo afectivo sexual, tensão física de todas as vezes que olho para a pessoa amada! Para mim sem isso não há amor (este tipo de amor que estamos a falar), porque tudo o resto que os nossos companheiros/as nos dão, ou desejamos que nos dêm, encontramos nos nossos mais queridos amigos e familiares (amizade, companheirismos, sinceridade, disponibilidade).

Não consigo entender as pessoas que ao lhes questionarem, se amam a pessoa com quem estão, respondem ele/a trata-me bem!
Para mim não chega, sou muito físico, sou muito de toque, do desejo!
Depois temos que ver (pelo menos falo por mim), que sentimos o amor de forma diferente se temos ou não a pessoa amada ao nosso lado! Quando a tenho sou mais calmo e racional. Se não a tenho sou ansioso, irracional (viro vulcão), e com medo de não a voltar a ter!
Exemplo disso é a forma como lidas com a saudade quando sabes que a pessoa que tu gostas esta ausente mas vai regressar, que são alguns dias longe dela, nesse caso até alimentas / adoças um pouco a saudade para que o reencontro seja cheio de tensão, de emoção, bem mais duro é nunca saberes se algum dia ela vai regressar, e a saudade te consome por dentro, o coração e a mente!

Não sei se actualmente serei a pessoa indicada para responder á questão que colocas-te, sabes que estou ferido de amor, e nestas alturas talvez não consigamos responder racionalmente ao que é para nós o amor, e quando até questionamos se o amor valerá a pena?
Quero acreditar que sim! Quero que tu acredites que sim, se tiveres forças para isso, porque muitos desistem, e entregam-se aqueles que lhes tratam bem, desistindo do amor, esquecendo o composto que para mim alimenta o amor, a paixão! Podem-me dizer que essa (a paixão) é passageira! A minha experiencia pessoal, diz-me que não! Diz-me que somos capazes de viver apaixonados muito, longos e bons anos!

Resumindo, para mim não há amor sem paixão, e ela só acaba se nós mesmos não a alimentarmos!!!

Amo-a para onde o destino a levar

Eterno

Nunca saberemos porque se prendem as pessoas!
Há pessoas pouco ou nenhuma importância tem na nossa vida. Pensamos ser meros figurantes, que contracenam com outros nossos actores principais, esses sim, pensamos ser eternos na nossa vida. O eterno amigo, o eterno namorado! A vida por vezes azeda as relações, e o eterno passa rapidamente e dolorosamente a cicatriz!
A profundidade da mesma, é inversa a intensidade com que se pensou o eterno!
Pensei-te eterna na minha vida, imaginei-te eterna na minha vida, quis-te eterna na minha vida. Li algures que “não existe saudade mais cortante que a de um grande amor ausente, dura como um diamante, mas corta-nos a ilusão por dentro”

Sigo em frente, finjo não sofrer, mas cada vez que fecho os olhos é a ti que vejo! É o teu semblante que me segue!
Seguir-me-á para onde o meu amor por ti me levar.
Amo-te para onde o destino te levar

Quando o amanhã chegar

Quando o amanhã chegar, quero ter o ontem arrumado na gaveta,
Quero-o ter na prateleira da memória, arrumado e bem recordado.
Quando o amanha chegar, quando o futuro chegar,
E me trouxer o que me reserva,
Quero estar livre para o viver,
Para o aceitar, sorri-lhe e não o desperdiçar.

Quando o futuro chegar, e trouxer a minha semente,
Quero que o amanhã seja hoje, e hoje é sempre presente.
De que género será a minha semente?
Onde plantar a minha semente?
Claro que num lugar especial
Num lugar que dificilmente encontrarei igual

Quando o futuro chegar, e trouxer a minha semente
Já terei encontrado esse lugar especial,
Que distraidamente me surpreende….

Quando o amanha chegar,
Ainda direi
Amo-te para onde o destino te levar!?

Mais um triste acordar...Ate ao fim do fim

Hoje acordei especialmente triste! Quando olho, para nós dois agora, e vejo quatro anos reduzidos a nada! A nem um telefonema de conforto em situações difíceis, nem uma celebração pelos nossos sucessos, a não partilha de preocupações!
Tenho tanto para te falar! Tenho um coração cheio de sentimentos para te dar!
Tenho saudades do timbre da tua voz, do leve tocar da tua mão, da tua tímida sensualidade!
Não pode ficar apenas o pó!
Não pode ficar apenas a lembrança que me trás dor e faz sofrer pela tua ausência! Continuas a correr para não pensar, no fundo há em ti ainda receio que o sentimento volte a ser plantado no teu coração.
No fundo tens medo que cumpra o que te digo diáriamente em pensamento, que eu te ame até onde o destino te levar!
No computador pões a tocar Ana Moura, "até ao fim do fim", recordo agora a letra, até ao fim do fim eu vou-te amar! Quanto sonhamos que isso fosse verdade, tanto desejo que fosse verdade! Cada dia que passa, maior é o fosso da saudade. Decidiste dar nova oportunidade ao teu actual companheiro, companheiro não sei se amor!
Continuo preso as nossas memorias, não as consigo largar, os livros os mails, os postais, as fotos, até os cheiros e sabores!
Até ao fim do fim amo-te para onde o destino te levar!

Há palavras

Há palavras que nos rasgam o peito como facas, que nos tatuam, como tinta inapagável!
As palavras por ditas naquela sexta feira foram as mais duras por mim ouvidas, ditas por alguém que um dia me amou!
O seu peso, independentemente do sentimento que em mim viverá, será inevitável de grande volume!
Apetece-me furar meu peito! Tirar de dentro de mim este sentimento! Acordar e sentir que já não te amo mais! Acordar e sentir que estou liberto e pronto a caminhar! A certeza do não retorno deveria acelerar este processo! Mas não! As dúvidas que me ficaram, não me permitiam estar em paz!
Só penso em ti, acordo contigo, adormeço contigo, vives dentro de mim!
Estou cansado! Estou cansado de te ter a caminhar de cima a baixo dentro de mim! Cansado que me sufoques, que me afogues na maré que te devia trazer ate mim!
Sei que voltas-te a estar só, que pediste tempo para pensares! Não considero isso uma vitoria do nosso amor! Considero que seja uma pequena derrota tua! Na tua pretensão de me esquecer! Mas ainda faltam muitas batalhas!
Volto a ficar de braços cruzados, depois de nos últimos dias ter enviado mensagens...inúteis mensagens todas sem resposta!
Será inutil amar-te para onde o destino te levar?

O inicio da minha libertação!

Ontem voltamos a conversar! Finalmente passados 2 meses conseguimos conversar!
Conseguiste me esclarecer todas as minhas duvidas! Quando começas-te a partir! Porque decidiste parte! O que te fez sofrer! Falas-te de tudo de forma aberta!
Deixas-te de acreditar em nós e começas-te a apagar o sentimento, deixas-te a cera da vela queimar. Eu pelo contrario fiquei com vã esperança que era possível, que tudo podia ser diferente para melhor!
Da conversa saiu a paz interior em que passo a navegar!
Ontem tive a certeza quem nem num futuro, algumas vezes voltara a existir um nós!
No entanto
O nosso amor ficara guardado para sempre nos nossos corações!
Amo-te para onde o destino te levar!

Será inútil amar-te

Estou cansado! Estou cansado de te ter a caminhar de cima a baixo dentro de mim! Cansado que me sufoques, que me afogues na maré que te devia trazer ate mim!
Sei que voltas-te a estar só! Não considero isso uma vitória do nosso amor! Considero que seja uma pequena derrota tua! Na tua pretensão de me esquecer! Mas ainda faltam muitas batalhas! Até porque sei que provavelmente darás outra oportunidade a vocês!
Volto a ficar de braços cruzados, depois de nos últimos dias ter enviado mensagens...inúteis mensagens todas sem resposta!
Amanhã vou-te procurar para uma ultima conversa, esta decidido, a ultima conversa que me permitirá partir!
Será inútil amar-te para onde o destino te levar?

Porque nao me deixas partir

Quero partir, preciso partir! Nao me deixas! Porque insistes em não me deixar! Porque me negas uma ultima conversa, que me responda as duvidas, me elimine pensamentos e me deixe partir! Quero deixar de sonhar contigo! Quero conseguir dormir sem acordar com as perguntas de sempre as incertezas de sempre! Liberta-me das algemas, deixa-me fugir das prisão em que me colocas-te! O peito doi, e só a verdade, por dura que seja, por mais crua que seja, pode eliminar essa dor!
Amo-te para onde o destino te levar!

primeiro encontro

Hoje pela primeira vez, marquei um encontro com outra rapariga! Já nos conhecíamos á muito! Ela divorciada, á já algum tempo. Eu ferido de morte, pela tua ausência! Só poderia acabar como acabou, com cada um a falar dos seus casos, e eu a falar compulsivamente de ti! Percebi que por mais que quisesse ainda não estava preparado! Percebi que ainda faltava muito!
Percebi que amo-te para onde o destino te levar

Dormir

Procuro passar o tempo a dormir, para não pensar em ti! Adormeço cedo, mas sou sempre traído por despertares antecipados, onde inevitavelmente, me vens ao pensamento! O sentimento que queres apagar, mas insiste em permanecer, como os escritos a canivete nos troncos das árvores. O pensamento que queres que desapareça,  como a onda apaga os escritos na areia, mas que teimosamente persiste em ficar. Já a muito que desisti de lutar, para apagar ou fazer desaparecer! Com eles aprendo a conviver!
Já á muito que desisti, apesar de saber
Que amo-te para onde o destino te levar!


A nossa ultima praia

Foi a ultima vez que fomos a praia juntos, mal sabíamos nós que era a ultima vez!
Tínhamos tido uma verão, bom, tínhamos partilhado muitos momentos, sentia-me ainda mais preso a ti.
O dia estava quente, muito quente, o mar tranquilo, com uma temperatura agradável! Desfrutamos muito um do outro naquele dia, brincamos, ri-mos! Mas já não me recordo porque viemos cedo! Ficou-me na lembrança! Aquele dia, aquela praia!
Pergunto-me hoje, para quem já estava de partida, como me conseguiste fazer sentir tão bem? Como te sentiste tu tão bem! Porque senti-te bem, descontraída bem, num momento de felicidade!
Amo-te para onde o destino te levar

Montemor


Depois de bom e relaxado passeio, pelo castelo, que acabou com uma alucinante volta pela loja do chinês do sitio, chegamos ao quarto, e pacientemente preparas um banho de emersão!
Juntos, os nossos corpos recebem o calor um do outro e o calor da agua quente que deliciosamente perfura os nossos poros! Lá fora tudo é contraste! O frio de Dezembro e os enfeites de natal, fazem nos lembrar que estamos próximos da quadra natalícia.
Depois de jantar, aquecemos os corpos com duas ou três bebidas, que nos deixou, em ponto de “tonteria”, com as nossas conversas tontas mas serias!
Recordas-te onde foi?
Recordas-te que amo-te para onde o destino te levar

dia que acaba

Mais um dia de trabalho que acaba, e o medo começa a chegar, apodera-se lentamente. Medo de sair, dos espaço conforto que é a luz do dia, onde sei onde estás, o que fazes, como fazes por quem fazes, e partes para a zona negra, das mesmas perguntas, onde estás, com quem estas, o que fazes! As respostas essas doem, sabendo que normalmente se entroncam num, estou em casa, sabes com quem, a viver o que já vivi contigo!
Tento e agarro-me ao que posso, a quem posso, para não deplorar esses pensamentos, mas é ao deitar que inevitáveis se tornam.

Amo-te para onde o destino te levar!


Dois meses

Hoje passam dois meses que depois de um jantar fora a dois, em que me comunicas-te que querias acabar.
Em dois meses muito se passou, á velocidade de um filme da acção! Choramos muito, emoções á flor da pele, sentimentos ainda á flor da pele.
Vi-te passar de carro e fui atrás de ti! Acabamos por trocar breves palavras, devo confessar que não me parecias bem!
Acabas-te pedindo para sair da tua vida, já não imaginava a minha vida sem a tua presença, na disponibilidade de um telefonema, nas carícia artificiais da troca de uma mensagem.
Se ainda me recordo da tuas feições? Todas, uma por uma! Se me recordo da tua voz? Ouço-a todos os dias!
Ainda te amo…aliás não tenho duvidas que sempre te amarei,
Amo-te para onde o destino te amar

Nos meus pesadelos

Nos meus pesadelos apareces-me de mão dada com ele, passeando pela rua! Feliz e contente, mais feliz e contente do que algum dia estiveste comigo! Nos meus pesadelos apareces-me grávida, apareces-me com uma criança pela mão, talvez o filho que um dia, nosso sonhamos ser!
Os meus pesadelos são a constatação de uma triste realidade, que aquilo com que mais sonho, e isso é um sonho bom, nunca ira se realizar, o voltar a existir um nós! Diferente do anterior, sem os erros que cometemos, mas com a mesma força que teve em termos do sentir!
Não só nos meus sonhos, mas também nos meus sonhos
Amo-te para onde o destino te levar

Premonição

Um dia disse-te. “Tenho medo que te canses de mim! Tenho medo que um dia te canses da minha forma de ser, da vida que levo”! Lembras-te? Estava sentado na cadeira branca com apoio de braços, e tu no sofá! Hoje recordo essa conversa, por ter sido uma premonição do que se veio a passar. Cansas-te de me amar, cansaste de querer partilhar mais comigo e eu nem sempre estar!
Às vezes tenho medo deste meu dom.

Amo-te para onde o destino te levar

Amei-te a rosa de paixão

Contigo deixei tanto por fazer, deixei de te levar mais vezes a ver o mar, deixei de massajar mais o teu corpo, deixei de passar mais noites apenas a dois, com musica ambiente e moscatel no copo. A ti deixei de dizer amo-te, como senti, mas tentei demonstrar em pequenos nadas diários, que te amava a rosa de paixão...

Amo-te para onde o destino te levar

Fiel companheiro

Estavas num momento muito depressivo e negativo da tua vida, muitas dúvidas profissionais existiam, muitas incertezas, a possibilidade de saíres do país. O medo que o fizesses, apavorava-me, nunca te disse, digo-te agora, nessa altura desinvesti, tinha medo que chegasses um dia e dissesses que ia partir para bem longe, deixando-me de rastos, por isso preparei-me para essa possibilidade. No entanto queria que mesmo que isso acontecesse que levasses uma marca minha. Sabia que gostavas de animais, principalmente de gatos! Mas não desgostavas da ideia de ter um cão!
Numa 6feira final de tarde na companhia da I. C., uma das grandes responsáveis pelo derradeiro passo, fui até a um canil dos arredores de Lisboa. Lá chegados, estive quase para desistir, e depois de três voltas, ao local, na terceira passagem, aquele menino fez um olhar que me convenceu!
Preenchia os critérios que tinha posto, com aquele olhar não tinha, como tu não gostares.
Liguei-te estavas no café, surpreendemos-te quando chegamos com ele pelos braços, o teu ar meio assustado, meio incrédulo no que estava a acontecer, ficou-me para sempre na memória. Deixei-te com ele nos braços e fui me embora, dizendo é teu.
Já não podias dizer não! Também tu ficaste com o coração conquistado. Deste-lhe nome, baptizaste-o, com o nome que escolheste.
Há noite, quando cheguei já a relação estava estabelecida, hoje quero acreditar que é o teu fiel companheiro das boas e más horas, e para sempre uma marca minha na tua vida.
Amo-te para onde o destino te levar

Rosas de S. I.

Chego ao trabalho, tentando conter o impulso que me diz, vai e faz! No dia anterior tinha tido a confirmação que andavas pelo menos a sair com outro pessoa, nada para que não me tivesses preparado!
A minha mente dizia, o meu coração falava, vai e luta! Sai disparado pela porta com o coração na boca.
Parei na mais bonita florista perto de teu trabalho, e comprei cinco rosas, quatro pelos anos que tínhamos estado juntos e uma pelo nosso amor! Não era a primeira vez que te comprava rosas. Escrevi um cartão, dizendo claramente o que sonhava fazer contigo, a onde te queria levar! Escrevi-o com a maior das convicções!
Corri, voei, quase dei cabo do ramo até lá chegar! Toque e pedi para chamarem a D. O., que desconfiadamente veio á porta!
Pedi-lhe para te as entregar em mãos! Sabia que era a pessoa certa para o fazer, sabia do carinho que nutres por ela!
Disseste-me mais tarde, á noite, que foi das coisas mais bonitas que alguém te fez, mas que não conseguiste desfrutar o momento!
Respondi, que não desfrutas-te porque não quiseste, era um momento teu!
Se estou arrependido?
Não, claro não estou, apesar de naquele ter sido eu "o resto", não me arrependi nunca de nada do que fiz, para te recordar o nosso amor, porque amo-te para onde o destino te levar!

Quando É que voltamos...?

Quando É que voltamos a sentir o suor doce,
envolvido por pitadas de desejo!
Quando É que voltamos a caminhar pela areia molhada,
sobe o sol do amor!
Quando É que voltamos a ser nós,
particularmente nós!
Quando É que voltamos a chorar juntos,
para nos rirmos e virmo-nos juntos!
Quando É que voltamos a contemplar a montanha,
para depois subir a montanha!
Quando É que voltamos, a deixar o mundo lá fora,
e cá dentro dar largas ao imaginar.
Quando É que voltamos...?


amo-te para onde o destino te levar

A primeira vez que te ofereci flores

Tínhamos acabado á algum tempo. Pouco tempo depois de fazermos um ano juntos. O medo, abateu-se sobre mim. O medo de ter começado uma relação que tinha fim marcado para pouco tempo depois, e passado um ano, ainda ali estava e cada vez mais estava. Estivemos dois ou três meses afastados, mas a saudade, a falta, o gostar começaram a falar mais alto! E perguntava-te ao telefone quando é que voltávamos?! Tu com o teu tom interrogador, mas dizendo não brinques com coisas serias, dizias o meu nome prolongadamente! Como eu adorava quando o dizias daquela forma!
Naquela noite, de domingo, sai de casa, coração acelerado, e parei numa florista! Comprei uma rosa, e corri para tua casa! Consegui entrar em tua casa, sem que percebeste o que trazia. Cuidadosamente coloquei-a em cima da cama onde tantas vezes tínhamos dormido juntos!
Fui para a sala, onde me esperavas, já perguntando o que estava a passar! Pedi-te para voltar, e logo percebi que ainda não me tinhas esquecido, e que sabias que eu um dia faria o que estava ali a fazer! Conversamos, levantaste-te e consegui fazer com que fosses ao quarto, onde viste a rosa em cima da cama!
Recordar não é sofrer, recordo
Tendo a certeza que aconteça o que acontecer
Amo-te para onde o destino te lavar

Com outro no pensamento

Quantas pessoas vivem casadas com outro no pensamento? Quantas histórias pseudo acabadas, na hora de deitar despertadas, no acordar assombradas? Quantos não voltam a encontrar a "magia", e se não a encontrarem, vivem felizes assim e preferem viver felizes assim, com família, amigos, pequenos prazeres com passear ou andar a chuva, já sentiram prazer em andar a chuva e voltar a ser criança.
Quantos não tem "momentos na vida em que sentem a falta de alguém, e que o que mais querem é tirar essa pessoa dos seus sonhos e abraça-la" imaginando ser real, mesmo que ao seu lado, exista uma outra realidade carnal, vivendo aprisionadas ao medo da negação por parte da pessoa do sonho!
Quantos nunca lhe viram devolvida a metade que levaram, quantos nunca guardaram a caixa de recordações que pintaram, deixando-a distraidamente exposta, no seu consciente!
Quantos não vivem com outro no pensamento....
Será o meu caso futuro?
Porque…
Amo-te para onde o destino te levar

Txs sem morfina

Estou bem! Á quanto tempo não dizia estas duas palavras com tanta convicção! Amo? Sim amo! Sinto? Sim sinto! Mas aprendi a conviver com isso! Lembro-me das palavras do J. B. Que me comparou a um toxicodependente em recuperação sem o uso da morfina! Consigo agora controlar melhor a dependência, e a ausência!
É claro que tal como o toxicodependente, pensa em cair em tentação, de todas as vezes que lhe passa o seu "ópio" pelos olhos, também eu sempre que passo perto da tua casa, olho para a tua porta, sim confesso que na esperança de te ver! Não, não que vá tocar, não que me faça bem, não que vá mudar algo, apenas e só para te ver.

Amo-te para onde o detino te levar

nunca te passou pela cabeça parar o relógio

Sexta feira á noite, e chego muito cansado ao conforto do teu lar, provavelmente por esta altura deveria dizer ao conforto do nosso lar, mas ainda não o sinto como nosso, apesar de sentir que fazes tudo para que nele me sinta bem!
Esperas por mim para jantar, na mesa da sala onde iremos jantar, voltas a pôr velas, que dá sempre um bom ambiente á refeição. Jantamos calmamente, falamos dos nossos dia a dia, escuto as tua preocupações, escuto mais do que falo, mas a isso penso que já te habituas-te.
Depois de jantar esticamo-nos pelo chão, antes fui buscar dois copos e enchi-os de moscatel, que degustamos, a meia luz. De repente pedes para dançar, queres dançar Kizomba, queres aprender Kizomba. Dançamos, ri-mos feitos duas crianças, naquele momento de felicidade. Nada lá fora parece importar, o nosso mundo naquela noite é o teu lar. Naquelas noites sinto-o como o meu lar!
È naquele momento, naqueles momentos que sabes que mais á vontade estou para partilhar o meu eu! E aproveitas!
Começa a ficar tarde, e o cansaço começa a abater-se sobre nós, mas no entanto, a vontade de trocarmos carícias, faz com que não queiramos que a noite termine, nunca te passou pela cabeça parar o relógio?
Amo-te para onde o destino te levar 

O amor vence sempre

Deixei de acreditar que o amor vença sempre! Mas a verdade é que sim, o amor vence sempre, pode é existir alguém perdedor para esse amor existir, para esse amor vencer!
Penso nisto quando te volto a ver com o teu namorado!
O meu peito começa a ficar em sintonia com a cabeça, e a conformação já se instalou!
Não te consigo desejar mal, não te consigo desejar a infelicidade, não desejo que voltes por infelicidade, desejo que voltes pela felicidade que partilhamos, pelo sentimento!
Sei que não acontecerá,
mas amo-te para onde o destino te levar

Irei te amar amanha

Perguntas-me se irei te amar amanhã? Que não podes pedir para que espere por ti! Senti que te amei ontem, tenho a certeza hoje, com isso sei que te amarei amanha.
Irei amar cada recordação, cada lembrança de nos os dois, irei amar, cada situação que nos fez crescer, cada orgasmo que nos fez morrer.
O mar é forte, revolto e leva, leva choros, sonhos, desejos, paixões e vidas. Amores, quantos já terás levado tu? Sua água no entanto, purifica e faz renascer.
Mas o mar também traz, devolve mais cedo ou mais tarde tudo o que leva, traz choros de alegria, traz sonhos realizados, traz desejos concretizados, paixões inesperadamente renascidas e vidas salvas! Amores, quantos já terás devolvido tu?
Mar imenso que leva e traz...devolve-me o amor ao meu rapaz

Amo-te para onde o destino te levar

Nova paixão velha paixão

Não sei, se estas agora apaixonada ou não! Mas espero que sim! Estar apaixonado é bom, deixa-nos leves, sorridentes, dá-nos abrigo (o porto de abrigo que um dia interrogas-te), faz-nos ver a vida de uma forma diferente, e normalmente leva-nos ao amor!
Também eu vivo apaixonado, mas ao contrario de ti, a minha é uma velha paixão, paixão de velhas penas, não é tão recente como a tua, não é tão leve como a tua, não tão limpa de dor como a tua, não tão cheia de esperança como a tua! Em tudo são diferentes as nossas paixões! Em tudo não! A minha paixão, o meu amor ainda és tu!
Amo-te para onde o destino te levar

Hoje arrumei o teu saco de recordações

Hoje fui arrumar o teu saco de recordações! Encarei o gesto como apenas e só, mais uma pedra no poço da esperança, que à muito secou. Pensei seriamente em deita-lo fora, tal como te disse, não te queria guardar numa gaveta qualquer, numa caixa qualquer! Mas acabei por fazê-lo, acabei por te juntar no baú onde guardo, todas as recordações de relações passadas. Acreditando tontamente que com este gesto consiga diluir mais rapidamente o sentimento amor que ainda sinto por ti!
Antes reli pele enésima vez todos os postais, todos os bilhetes, revivi todas as vezes que fomos ao cinema ou teatro. Pensei "tantos momentos de felicidade vividos, quantos ficaram por viver"
Sei que os vives e viveras com outra pessoa, e eu se o amor me voltar a sorrir os viverei também, mas nunca os poderemos acrescentar aos nossos sacos de recordações!
Amo-te para onde o destino te levar!

28º aniversário

Completavas o teu 28 aniversário, estávamos afastados á algum tempo, mas recebi o teu convite para um pequeno jantar de amigos no Bairro Alto. Confesso que estava nervoso, tenso, pois não sabia como te iria encontrar, sabia que os sentimentos, os meus estavam cá, os teus perguntava-me se sim!
O jantar correu normalmente, e a tensão entre nós começou a crescer, era-me claro agora que apesar do afastamento, tudo se mantinha igual, vagueamos pelas ruas do Bairro, num grupo super animado, sentia te leve e num momento de felicidade! Fomos ao F., e lembro-me de ter sentido medo que acabasses envolvida com algum dos homens que te segredavam coisas ao ouvido, foi primeira vez que jogamos esse jogo do "dou bola mas é contigo", jogamo-lo tantas vezes depois dessa noite. Assisti-a ao teu deambular dengoso pela sala, linda, bem bebida e deslumbrante! Lembro-me que gostavas que toma-se conta de ti quando estavas assim, tocada pelo alcool, quando soltas a Lady C. que vive dentro de ti, mas que só por vezes é liberta, nem sempre sob o efeito desses liquidos, que nos ajudam a libertar. E sim eu gostava de tomar conta de ti nessas alturas, inclusivé pegar-te pela mão. Finalmente paras-te em mim, e gestualmente com a linguagem da tua face, disseste, quero ser tua, continuo a ser tua! Pedi que o verbalizasses e quase automaticamente, disseste “tenho saudades tuas". Beijamo-nos e seguimos nos beijando, tentando ridiculamente esconder dos outros o que fazíamos. É claro que um pequeno pilar cor de rosa não foi suficiente!
Um dos que te segredou ao ouvido, no fim da noite perguntou-te, "É o teu namorado?".....
Se não era, naquela noite voltei a ser
Amo-te para onde o destino te levar

meu nome é saudade

Descobri a palavra saudade bastante tarde! Por volta dos meus 23, 24 anos um pouquinho mais tarde talvez...a primeira pessoa a ensinar-me essa palavra chama-se C. não que tenha sido a minha primeira namorada, longe disso, mas foi a primeira por quem senti...saudade!
Na minha cabeça não concebia, que se podia sentir falta de alguém com quem falamos todos os dias, de alguém que esta a distancia de um telefonema, a distancia de cerca de 20 minutos de carro, ou 5 minutos a pé...com ela aprendi que sim era possível!
Hoje sei e sinto que a saudade é um sentimento ambíguo, doce quando sabemos que a nossa saudade pode rapidamente ser saciada com uma telefonema, que será saciada depois de um fim de semana de ausência!
Sei e sinto que a saudade sufoca e( quase) mata, quando por diversos motivos sabemos que não há forma de a não alimentar! O que fazer então? Aprender a viver e conviver com ela, torna-se a inclina privada de parte do nosso lado esquerdo, tendo rotinas diárias, batendo sempre á mesma hora...entender a palavra saudade é entender quem nos faz e quem queremos fazer feliz...hoje digo que meu nome é saudade....
Hoje digo que
Amo-te para onde o destino te levar!

Massagens no corpo e na alma

Tomas banho depois de mais um final de dia, mais um dia duro, onde as tuas crianças, te ocuparam com dúvidas, medos, vivencias próprias de meninos, que pouco mais tempo terão para serem meninos.
Sais da banheira, enrolada no teu roupão branco, e vais direita para a cama onde te deitas e esperas que as minhas mãos, lentamente te façam esquecer a dureza do dia.
Começo pelas costas e subo até ao pescoço, é precisamente nessa zona que sinto maior tensão, massajo e tu pedes um pouco mais de sentimento, transmito essa informação para o meu coração que de imediato ordena ás minhas mão, que sejam mensageiras do que ele e eu sentimos. Sinto-te mais relaxada, mais descontraída. Passo para as pernas, que estão tensas, sinto-as descomprimir a cada passar das minhas mãos por cada centímetro da sensualidade do teu corpo. Por fim peço-te para te virares, apago a luz e pego o peso da tua cabeça, sobre as minhas mãos, começo com movimentos suaves a deixar-te com pensamentos leves. Cada vez mais leve, física e mentalmente, abraças-me em sinal de agradecimento, encostas-me forte no teu peito. Termina-mos fazendo amor, sem pressa, mesmo sabendo que no dia seguinte teríamos que ir para as nossas rotinas laborais, e que as nossas feições levariam as marcas de uma noite longa de sensações e emoções.
Massagens no corpo e na alma, que me fazem
Amar-te para onde o destino te levar

terei a coragem de te ignorar?

Hoje acordei um pouco melhor, visto-me para ir trabalhar, mas antes paro numa padaria qualquer para comprar o pequeno almoço! O meu dia ainda leva menos de 1 hora, mas já me vieste ao pensamento mais vezes do que supostamente devias, e sempre com a forca do descolar de um vai vem, a caminho da lua! A mesma lua que abençoou tantas vezes o nosso acto de fazer amor!
Volto ao carro, e arranco, olho pelo retrovisor e reconheço rapidamente a tua silhueta ao volante do teu carro. Não sei como reagir, se falo, ou não falo. Porque haveria de falar? Deveria estar com uma raiva de ti, maior que o deserto do Saara, devia te odiar pela forma como não foste sincera comigo quando te pedi a verdade, e não me a disseste, devia estar (e estou) com a magoa no ponto mais alto do Monte Evereste, por rapidamente teres procurado colo nos braços de outro, por te teres apaixonado por outro!
Não, não te falei! Amanha se te voltara ver, conseguirei fazer o mesmo, terei a coragem de te ignorar?
Amo-te para onde o destino te levar

Passei a amar-te a rosa paixão

Lembro que seria talvez a segunda vez que ia a tua casa, ainda com a emoção fresca, e com o frio na barriga de não saber muito bem o que iria encontrar! Toquei e recebeste-me, pedindo que fechasses os olhos, desconfiado acedi. Guiaste-me até á tua sala, onde me fizeste parar ainda de olhos fechados! Lentamente abri-os e vi no chão, sobre o fundo de um grande "centro" encarnado, duas almofadas, uma preta e uma branca, acompanhadas por uma grande e resistente flor, cujo nome nunca soube! Fiquei por breves instantes sem palavras, e perguntas-te com uma voz que depois com o tempo aprendi a reconhecer, como sendo uma voz que procura esconder alguma ansiedade, mas uma ansiedade boa, se assim se pode chamar. "Gostas-te?" Voltei a olhar para ti, ainda sem palavras, e acabamos aquele momento com um longo e demorado beijo!
Três anos mais tarde foste a minha casa, e no meu quarto, viste a mesma flor, que me deste naquele dia, muito mais seca, muito menos brilhante que naquela noite, e perguntas-te surpreendida, "ainda a tens?" Respondi-te sim, claro que sim, não era suposto guardar? "Sim, mas já foi á tanto tempo!"
Nunca te cheguei a dizer que era aquela flor que eu dizia bom dia, em todas as manhas que não acordava ao teu lado!
Passei a amar-te a rosa paixão,
Passei a amar-te para onde o destino te levar

Fazer amor a 2

A aparelhagem que insiste em não tocar o cd que tanto querias para aquele momento. Eu impaciente por beber de quem quero, digo-te para desistir, mas tu numa ultima tentativa, consegues fazer sair os primeiros acordes..."Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços o que eu nunca esqueci", entregamo-nos ao fogo que alimentávamos, entregamo-nos ao desejo ardente de satisfazer a nossa paixão!
A música de Bethânia, a voz de Bethânia, garante a envolvência, para tornar aquele momento único e quase irreptível. Quero, quero muito te dar prazer, quero que te venhas num orgasmo, vindo do mais fundo e intimo do teu eu! Quero que sintas o quanto gosto de ti!
Acalmas-te a excitação, para logo a seguir me a voltares a deixar num ponto elevado, percebo que queres prolongar o momento!
Fazemos amor a dois, eu e tu que já há muito formamos um só, e Bethânia, que continua a nos acompanhar com a sua voz de musa!

Amo-te para onde o destino te levar

Igreja

Acordo cedo num domingo solarengo, algo me puxa para sair da cama, deite-me tarde, para o cansaço surgir e me fizesse ter um dormir, sem interrupções. Mas algo me diz que tenho que sair da cama, que tenho que ir para a rua, estranho porque não tenho porque o fazer, nada tenho combinado, e não vejo motivos porque o fazer.
Deixei-me vencer pelo apelo que a rua, naquela manha de domingo me fazia.
Comecei a andar sem destino, andava e pensava em nós! Pensava nas saudades, nas questões, nos porquês, mas não consegui encontrar respostas!
Passei, á porta de uma igreja, sabes que não sou católico, e nada crente em deus ou algo semelhante, acredito que há uma forca natural, que coordena tudo este mundo, mas apenas isso, não É ela que por exemplo define os nossos destinos, esses são definidos por nós, com as nossas atitudes e opções!
No entanto e apesar da minha não crença, entrei! Entrei não sabendo muito bem porque o fazia, mas a calma que encontrei na ultima fila da igreja de Santiago, durante as duas horas e trinta minutos que lá estive dentro, fez-me encontrar as respostas que procurava, e que as emoções que fervilhavam diariamente não me permitiam encontrar.
Durante aqueles cerca de cento e cinquenta minutos, revivi como um espectador cada dia, cada momento, cada detalhe, cada ponto de vista da nossa relação, revi tudo o que me foi dito por ti, pela F. e por todas as pessoas que estavam a acompanhar de perto com tristeza o fim da nossa!
Foi naquela manha e naquele local que finalmente entendi, foi ali, que finalmente te consegui deixar partir em paz, mesmo tendo ficado dilacerado de grande parte de mim.
Voltei para casa com mais certeza, que apesar da magoa que me ficou, que irei-te
amar para onde o destino te levar!

Acordar com pequenas letras

Acordar, e ter como primeiro pensamento, apenas um nome, apenas as letras que compõe sempre o mesmo nome. Acordar da mesma forma com que se adormeceu.
Pondo em dúvida se de facto adormecemos, ou se ainda estamos a viver á algumas horas atrás!
No meio dessa dúvida, sentimo-nos melhores porque já conseguimos ter a sensação de cinco minutos de sono. No início contava-se em branco as horas de sono, buscando respostas ás perguntas, ás perguntas que queríamos fazer, ás respostas que queríamos ouvir!
Contava-se horas em branco, porque o choro não nos abandonava, a intensidade dos sentimentos não nos abandonavam. Eram os parceiros que nos arrefeciam mais ainda as noites que já por si, se tinham tornado frias, pela ausência do teu calor feminino.

Acordar e não querer crer na realidade que nos atormenta. Adormecer não querendo crer na realidade que nos atormenta.

Perguntamos porque não acabar com essa realidade, já que acreditamos que mais nada ao longo da vida nos fará sorri!
Agarramo-nos a uma vaga esperança, a uma verde esperança, ainda que tenhamos a consciência que 99% dela é inútil. Mas é essa percentagem que ainda nos faz continuar, nos faz querer recuperar as forças. De repente de 1 terá que se fazer 100, de repente 1 terá que ter mais força que 100.

Amo-te para onde o destino te levar

Devolve quando já não te fizer falta

Sei que nunca a mim voltarás, os medos e a magoa que levas-te do teu amor por mim, fazem-me ter essa certeza. Disse-te quando partiste, “eu sei e sinto que não voltas”, olhas-te para mim, fazendo expressão, “se nem eu sei, como podes ter tu tanta certeza?”.
Nunca esperas-te a minha reacção, surpreendeu-te a força da minha reacção. Pensas-te sempre que aceitaria que partisses sem lutar, que aceitaria resignado!
Provavelmente terás pensado para ti, “quiz tanto que me mostrasses o teu amor por mim dessa forma, num passado recente”.  Provavelmente até terás ficado com raiva por só agora te ter dito, com todas as letras Amo-te!
Nada me faz sentido sem ti! Sorrir não faz sentido. Faz-me falta a minha metade que levas-te, a metade que sem eu notar me preenchia, que sem eu saber me fortalecia! Levas-te como recordação de mim? Se sim, lembra-te de me devolver quando já não te fizer falta, a mim faz-me falta para poder voltar amar!

Caminhar nunca será mais rápido que correr

Há momentos em que a saudade aperta o peito, sufocando-o com o peso de toda atmosfera terrestre. São os momentos em que penso em ti, no que estarás a fazer, como estarás vestida, o que te inquieta o pensamento!
Dói-me pensar que nunca mais te terei nos meus braços. Dói-me pensar que o colo que me dás e o colo que te dou, deixou de existir.
Estou parado em frente á montanha, que um dia vimos pequena, bem distante, cheguei mas tu já cá não estas! Tenho saudade de quando iniciamos esse caminho conjunto, onde tu corrias, como uma criança feliz e eu caminhava tentando não te perder de vista. Mas o certo é que o caminhar nunca será mais rápido que o correr, e perdi-te mesmo de vista. Tenho o peito apertado, mas amo-te para onde o destino te levar!

Espero que amanha seja um melhor dia!

Os meus amigos, aqueles em qual busquei ajuda, levam-me para sair, tentam me retirar dessa mar de sofrimento a onde me debato para não me afogar!
Tudo me parece sombrio, o frio sinto-o duplamente frio! Estranhamente a falta de fome tornou-se companheira permanente, o que aliado, ao sono que nunca chega, me torna na mais perfeita imagem de um zombie, cada vez mais magro!
Dos meus oiço palavras com reage, segue em frente, tem calma, o tempo resolve tudo! Todas essas palavras me fazem sentido, mas não me tiram a angustia! Nem á esperança me posso agarrar, logo me lembro que já estas nos braços de outro!
Que já não sou eu que escuto as tuas múltiplas histórias do dia a dia, que já não sou eu por quem tu esperas, sempre á mesma hora, para te acalmar!
Rezo na  esperança que amanha seja um melhor dia!
Amo-te para onde o destino te levar

Palavras cravadas no meu ser

Já passaram algumas semanas, poucas, penso eu ironicamente, quando penso no dia em que partiste. No entanto esse pouco tempo tem parecido uma eternidade. Correm-me notícias sobre ti, algumas descobri, pelo acaso do destino. O mesmo destino que me fez estar no local onde te vi beijar o teu novo namorado. Doeu, é claro que doeu, recordei as tuas duras palavras quando tu partiste. Aliás essas ficaram cravadas para todo o sempre no lado esquerdo do meu ser, recordo como se as estivesse a ouvir agora. “Amo-te, amo-te como nunca amei ninguém, mas estou cansada, estou cansada de gostar de ti, estou cansada do forma como vivemos a nossa relação. Não quero te amar e vou fazer tudo para te esquecer, inclusive ir para a cama com outros homens”

A frieza da distância faz-me perceber que me estavas a preparar, para o que sabias que ia acontecer! Faltou-te a coragem de mo dizer abertamente.

Concedo-te o perdão pelas palavras e pela acção, afinal,
Amo-te para onde o destino te levar

Penetro-te com palavras

Possuo-te com a força do desejo de uma primeira ou última vez. Olho-te bem fundo nos olhos e penso, como és bonita, simplesmente bonita. Verbalizo-o, o que provoca em ti uma maior excitação, pedes-me de forma não verbal que te penetre, para além do fisicamente possível. Do fisicamente possível, que te penetre no corpo mas para além disso e melhor que isso, que te penetre a alma, como uma escrita de Herberto Hélder ou Eugénio de Andrade, até mesmo de Al Berto te penetram com as suas palavras. Incrível como a verbalização de duas palavras, entre e contra aquelas quatro paredes, provocou algo semelhante, a uma desastre natural, com a diferença, de ser desastrosamente bom, tê-lo vivido.....
Amo-te para onde o destino te levar

não digo adeus, digo até já!

Era o meu último dia! Cheguei tentando disfarçar a tristeza que trazia no coração, sabia que ia partir. Que ia deixar aquele local, aquelas gentes que aprendera a gostar de ver diariamente, e que ia deixar. No meio de tudo isso, duas pessoas que tinham ganho o meu carinho, admiração e respeito! Tu e a A.! Tentei que fosse um dia, alegre, queria deixar boas recordações daquele dia, senti que as nossas meninas estavam tristes por me ir embora, senti que a A., estava muito triste com a minha partida. Num dos momentos, pouco tempo depois de partirmos o bolo, surpreendi-te sentada, num dos computadores do espaço informático. olhamo-nos e deixas-te cair uma lágrima, como que dizendo, vou sentir a tua falta, mas fico feliz que vás. Abracei-te com o olhar e com o mesmo olhar disse-te entendi. Lembras-te desse momento? Poucos minutos depois sai daquele espaço, dizendo, não digo adeus, mas um até já, levando, todos no pensamento, mas a ti em especial! Anos mais tarde realizamos o que por diversos motivos naquele tempo adiamos!
Não disse adeus, disse ate já!
Não digo adeus, digo até já!
Amo-te para onde o destino te levar...

Finalmente entendi....

Esta é a segunda carta que escrevo desde que partiste. Hoje não te quero falar de sentimentos, não te quero falar do que sinto.Hoje quero-te dizer que aproveitei este tempo para pensar, sobre o que te levou a querer fazer essa tal viajem!Hoje com a frieza da distancia, entendo que antes de a resolver fazer, foste-me dando sinais que tal poderia acontecer, pequenos sinais, pequenos alertas que eu pela cegueira nos meus problemas, pela focalização no meu EU, me retiraram a capacidade de entender que também estavas sofrer e que estavas quase no limite das tuas forcas.
Hoje também entendo outros teus medos, receios, não os vou enumerar todos, talvez só um. Nunca deixaria de estar ao teu lado, no momento que gerasses uma vida, nunca deixaria de agarrar na tua mão nesse momento único. Nunca seria ausente, nem que tivesse que abdicar de coisas importantes para mim, ausente nunca, sei bem o gosto amargo desse sentimento. Nunca tive duvidas disso.Não posso apagar essas minhas falhas, e já não fui a tempo de evitar a tua partida, mas vou sempre a tempo de te disser que infelizmente, só agora as entendi, para que o saibas.
Agora compreendo , entendo, aceito e principalmente respeito a tua decisão.Como te disse hoje não vou falar de sentimento, ambos sabemos quais são e quanto intensos são!
Só quero que saibas que estou bem...e já caminho, esse é o primeiro passo para se seguir em frente.
Continuacão de boa viajem
Amo-te para onde o destino te levar...

Ainda assim quero ter um coração....

Um dia quiseram-me fazer acreditar que tinha um coração, um coração grande e bonito, quando eu sabia que nesse lugar tinha uma pedra tão grande como fria. Quiseram por que quiseram, disseram porque disseram que eu tinha um coração, e cada vez mais eu começava a acreditar que tinha esse coração, um coração capaz de sentir, capaz de amar! E quanto mais me repetiam, mais eu começava a acreditar, mais eu o começava a sentir o seu bater dentro de mim, batia forte, enorme como, um cavalo de corrida solto, até que deixaram de me querer fazer acreditar, deixaram de me querer fazer sentir que tinha um coração no lugar desta pedra, cansaram-se de acreditar que a pedra podia virar coração, e eu fiquei com a pedra, a pedra que não sente, a pedra que não chora, a pedra que não se ilude, mas que também não se desilude. Pedra que não ama. Ainda assim quero ter um coração!
Também porque um dia acreditas-te que da pedra podias fazer coração,
Amo-te para onde o destino te levar

Sou rico na minha pobreza

É quando a noite cai, quando me deito no leito, que mais sinto a tua ausência! Que a dor de não ter o teu calor, a aquecer-me a noite fria, é maior!O telefone que não toca, com a mensagem desejada, com a voz esperada, o mail com as letras, de estou pronta, de quero! De quero continuar a nossa história, de quero-te para mim! Sou pobre, tu sabes, a minha pobreza não me permite, comprar as mais lindas flores, não me permite levar-te aos mais belos lugares, aos mais caros restaurantes, aos lugares da moda! Da minha pobreza, sobra a riqueza de te ter tido um dia, a minha riqueza são os momentos que partilhamos juntos, os sorrisos tontos de conversas ainda mais tontas, a minha riqueza são os "meus", nos quais tu te incluis, a minha riqueza é o amor que sinto e tenho para te dar! Abre o teu coração, ao quase nada que tenho para te oferecer, mas que é a minha riqueza, a riqueza do meu amor por ti....

1ª Carta

Esta é a primeira carta que te escrevo desde que partiste,
E é claro que tenho saudades!
Mas agarro-me á promessa que te fiz, de te deixar partir, de te deixar fazer a “viagem”, que dizias ter necessidade de fazer. A Viagem ao interior do teu eu. Quis te acompanhar, foi-me difícil aceitar que a fizesses sozinha, tinha medo que te perdesses, aliás, confesso que ainda tenho, tenho medo que não consigas reencontrar o caminho que te possa trazer de volta!
Pediste-me, convenceste-me a deixar-te faze-la sozinha, dizendo que só assim poderia ser possível saberes,que só assim seria em paz!
Tempo! O tempo nunca é demais para quem espera por quem ama, e essa viagem espero que não seja eterna.
Continuo imaginariamente a deixar-te bilhetes de bom dia, na tua mesa da sala, para leres, de forma a acordares bem disposta e enfrentares o longo dia da tua jornada.
Á noite continuo a perguntar como foi o teu dia, esperando que me fales da Dona O., da F., da L, do B e é claro dos miúdos, principalmente do bébé!
É claro que tenho vontade de te ver, sossego essa vontade olhando para as nossas fotos, recordando a primeira vez que te vi, na varanda vestida de branco, é claro que sinto falta da tua voz, acalmo essa necessidade, recordando as nossas conversas tontas, e inclusive as mais sérias. É claro que desejo o teu corpo, desejo toca-lo, beija-lo, satisfaze-lo, e quando assim é, refugio-me na recordação da forma intensa como o fazíamos. Recordo os gemidos de prazer que inundavam o quarto, confundindo-se momentaneamente com as musicas que por vezes tocavam. Haverá algo mais belo que tu própria nua? Não, não há!
Mas principalmente tenho saudades de ti, do teu ser
É a isto tudo que me agarro, para cumprir a promessa que te fiz.
Sabes amor, voltei a sorrir, e voltei a sorrir porque simplesmente tenho a capacidade de amar...e amar e amar-te deve ser motivo de alegria não de dor!
Só por isso, devo-te dizer que estou emocionalmente bem…
Termino como me despedi de ti, quando inicias-te a “viagem”, para que leves no pensamento, AMO-TE, para onde o destino te levar!

coisas que escrevemos sorrindo...

Percebemos que acabou! Só o tempo dirá o que foi. É sempre esta tendência mórbida, de só percebermos o que realmente tivemos depois de já não existir! Não vale a pena chorar, as frias lágrimas, até tornariam este momento, mais marcante, mas porque não troca-las, pelo calor de um abraço, de um forte abraço, que carregue toda a força das emoções que vivemos.O silêncio? O silêncio é provável que aconteça, ......dirias que já "gastamos as palavras", eu direi que já trocamos as palavras, as doces e as amargas, as de açúcar em momentos bons de emoção, as de sal, em momentos de tensão! Sorri, sorri sempre, foi assim que te conheci, foi assim que a ti me prendi, será assim que de ti partirei...sorrindo...
Amo-te para onde o destino te levar